Nobreak: Saiba Como Descartar Corretamente Suas Baterias

O nobreak é um equipamento fundamental em todos os escritórios, mas sofre desgaste após anos de uso.

Ao comprar um nobreak, pensamos em sua utilidade na segurança de nossos objetos eletrônicos e nem sempre relacionamos o produto ao cuidado com o meio ambiente. Segundo resoluções do Conama, de 2008, e do Ibama, de 2010, todos os produtos que utilizem baterias, sejam elas portáteis, automotivas, de níquel, cadmio ou mercúrio e até as pilhas devem seguir regras ambientalmente apropriadas para o seu descarte. “Os produtos químicos presentes nesses produtos, sobretudo os metais pesados, podem ser muito prejudiciais ao meio ambiente, contaminando o solo e fontes de água, que podem trazer consequências desagradáveis ao ser humano”, diz o engenheiro ambiental Fernando Sgarbi.

Um nobreak é um estabilizador, que através de suas baterias, oferece uma carga de energia sobressalente quando o fornecimento por parte das concessionárias falha. “Ele evita o desligamento imediato dos equipamentos eletrônicos. Apesar de só oferecer alguns minutos a mais de energia, esse pouco tempo pode ser importante para finalizar as suas tarefas e desligar o computador de forma mais tranquila”, afirma o técnico de suporte, Gabriel Lucios. “Por ser extremamente útil, as vendas de nobreak cresceram muito nos últimos anos, e como todo produto que utiliza baterias, o problema do lixo eletrônico começa a aparecer”, adiciona Fernando.

 

“Temos pelo menos um nobreak por computador no escritório, o que totaliza cerca de trinta unidades. Como a vida útil das baterias é longa, nós ainda não precisamos trocar as nossas. Como já temos uma postura verde com relação aos outros objetos da empresa, queremos agir da mesma forma com o nobreak”, diz o publicitário paulista Ronaldo Trevisan. Essa visão por parte das empresas é uma tendência, e uma forma de se responsabilizar por aquilo que utilizam. “Não tem cabimento usarmos e abusarmos de certas coisas e depois entregar a conta nas mãos da sociedade, afinal, somos parte dela, e o mau descarte afeta a todos, dessa geração e das próximas”, adiciona Ronaldo.

As baterias do nobreak e de outros aparelhos eletrônicos devem seguir para um deposito diferente do lixo convencional, onde há a reciclagem de alguns materiais, como ouro e prata de circuitos eletrônicos, e a neutralização de outros. “Há algumas empresas que disponibilizam este serviço aos seus clientes, ou elas mantém postos de recolhimento, ou o fazem em suas lojas oficiais. Entretanto, as empresas que produzem o nobreak não possuem lojas próprias e a maioria delas não tem fábrica no Brasil”, conta Fernando.

“Por outro lado, há algumas iniciativas interessantes por parte do poder público. Diversos Ecopontos foram abertos nos últimos anos, mas a população precisa se conscientizar e levar os equipamentos inutilizados até lá. Baterias como a do nobreak, e dos carros, por exemplo, podem ser recicladas e retornar ao mercado, poupando o meio-ambiente, ou permitindo que novos recursos tenham outro fim”, finaliza o engenheiro.

 

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